BEN FAZ UMA RETROSPECTIVA DE 2017



A última edição do ano da revista Kerrang! reuniu músicos falando um pouco sobre como foi seu ano e o que esperam de 2018. Confira o que o Ben achou de 2017:

2017 foi um ano fenomenal para o Neck Deep - é seguro dizer que foi um dos melhores anos da sua vida?
Sim, foi um ano difícil e estressante, mas com o lançamento do novo álbum [The Peace And The Panic], como vendeu e como foi recebido, é mais do que poderíamos esperar. Tem sido o melhor ano para a banda até agora; tocamos em alguns shows insanos, que tínhamos como nosso objetivo anos atrás, e ter alcançado isso é demais.

Como foi ter tanto sucesso quando 'The Peace And The Panic' foi lançado?
Foi muito louco. Sua maior preocupação quando lança um álbum é, 'será que as pessoas vão gostar? Sabemos que amamos, mas será que vai ser bem recebido?' Receber as boas reviews que recebemos foi um grande peso tirado de nossas costas; você sente que fez seu trabalho - e pelo menos tem mais alguns anos para fazer o que você gosta antes que isso potencialmente dê errado (risadas)! Foi bom saber que as pessoas acreditaram no que estávamos fazendo, e sentimos que todo o estresse de fazer um novo álbum valeu a pena.

Quais são os pontos que você diria que foram os piores de 2017?
Eu não acho que tiveram muitos. Foi apenas o típico estresse e ansiedade, e a dificuldade que é estar longe de casa por muito tempo. Sério, qualquer coisa ruim era apenas nós mesmos sendo idiotas: 'Ah não, eu tenho que acordar antes do meio dia para voar até a Austrália?' Se isso é a parte ruim, você sabe que teve um ano muito bom!

A Warped Tour também foi muito boa para o Neck Deep. Quais foram os pontos altos para você?
É sempre um borrão que, em última instância, acaba em um estacionamento gigante, mas esse ano definitivamente foi o melhor. Eu acho que é provavelmente o dia que tocamos em Chicago que se destaca. Foi uma das maiores datas e também era aniversário meu e do Sam, e tinha uma vibe muito boa. Tentamos ficar legais e desgastados, mas era uma viagem longa e cedo, o que não ajuda! Ao invés de um bolo de aniversário, eu comi uma pizza gigante do Lou Malnati, e foi muito bom!

Quais foram os melhores shows que vocês tocaram?
Sem dúvida Brixton Academy e Manchester Apollo. Esses foram os verdadeiros momentos do ano, eram itens da nossa lista de desejos que tínhamos há anos, e isso acontecer foi demais. Imaginávamos isso por muito tempo como algo que poderíamos fazer, e eu posso dizer honestamente que eles estão gravados na minha mente, e nunca esquecerei como foram maravilhosos.

Fora dos palcos, qual foi o momento mais "MEU DEUS" para você?
O Trump no poder foi um longo ["meu Deus"]. Eu acho que tiveram vários momentos de 'Que porra é essa?' na política esse ano, e na cultura geral, e é difícil não ver a grande divisão entre as pessoas que se espalharam pelo mundo, baseado em suas visões políticas. Eu sinto que o pior do ano é a maneira como as coisas se faccionalizaram, e a atitude de 'se você não pensa igual à mim, você é um cuzão.' Ver a ascenção dessa mentalidade e como isso se tornou algo que se vê todo dia, definitivamente me deixou triste. Muito 'que porra é essa?'.

Você conheceu algum dos seus heróis?
Sim, eu me encontrei com Corey Taylor de novo, que foi muito legal, mas o maior pra mim foi Bam Margera na Warped Tour. Ele veio e ficou conosco no nosso ônibus e conversamos por 20 ou 30 minutos, e foi incrível.

Quais foram seus álbuns preferidos de 2017?
Eu provavelmente estou esquecendo de alguns óbvios, mas que eu me lembre agora, o álbum do WSTR [Red, Green Or Inbetween] é muito bom, Knuckle Puck [Shapeshifter] e Turnover [Good Nature] também. Eu recomendaria todos esses.

Qual foi o seu lugar preferido que visitou pela primeira vez?
Só tocamos em alguns poucos lugares novos, e deles Copenhagen era um lugar muito legal. As pessoas lá eram estranhas, mas de uma boa maneira, e tivémos um bom tempo enquanto estávamos lá. Na maioria foi só bastante dos mesmos lugares, e em muitos tinham mais pessoas do que da última vez que estivemos lá, mas em 2018 iremos em muitos lugares onde nunca tocamos antes.

Qual foi a melhor coisa que você leu sobre você mesmo online?
Pessoas reclamando do custo dos pacotes VIP são sempre legais, porque sempre aparece o 'expert da indústria musical', que pensa que estamos pegando todo esse dinheiro para nós. O que eles não percebem é o quão caro é uma turnê - e se não fizessemos os pacotes VIP não conseguiríamos fazer um show tão bom quanto o que fizemos turnê no Reino Unido no final do ano. Qualquer um que pense que estamos embolsando o dinheiro disso tem que pensar direito, pois somos os últimos a receber dinheiro pela banda!

O que você fará no natal?
Pela primeira vez, passaremos o natal na casa da minha irmã; ela acabou de se mudar para uma casa bem legal. Tradicionalmente nós passamos o natal na nossa casa ou na casa da melhor amiga da minha mãe, mas a tocha finalmente foi passada para minha irmã. Todos ficaremos lá por uns dias fazendo todas aquelas coisas de natal!


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